 |
|
|
PATOLOGIAS
ABDOMINAIS AGUDAS QUE MIMETIZAM ORIGEM GINECOLÓGICA OU
OBSTÉTRICA
Corso, AMGT; Mendes, GF; Costa, DN; Menezes, MR; Cerri, GG
|
|
|
Introdução
O diagnóstico clínico apropriado de patologias abdominais
agudas depende do sexo, sendo menor nas mulheres em idade fértil,
devido à dificuldade em diferenciar sintomas de origem ginecológica
aguda, destacando-se a doença inflamatória pélvica,
abscesso tubo-ovariano, cisto ovariano hemorrágico, trombose séptica
da veia ovariana que muitas vezes mimetizam processo abdominal, especialmente
a apendicite aguda e a diverticulite cecal. Os métodos de imagem
constituem ferramentas importantes para o correto e precoce diagnóstico
definitivo do processo patológico, definindo a sua origem (abdominal
ou ginecológica/obstétrica). O diagnóstico correto
é essencial para diminuir a taxa de laparotomias negativas, reduzir
o período de internação hospitalar e a morbimortalidade.
Os autores realizaram uma ampla revisão da literatura, com o propósito
de enfatizar a importância das modalidades de imagem no diferencial
das patologias abdominais que mimetizam origem ginecológica e/ou
obstétrica, ilustrados com casos do Serviço de Diagnóstico
por Imagem do Pronto Socorro do Hospital das Clínicas da FMUSP.
Apendicite Aguda
A apendicite aguda é a causa mais comum de dor abdominal aguda
no mundo ocidental que necessita de intervenção cirúrgica.
Ocorre em qualquer faixa etária, com pico de incidência na
segunda década, sendo relativamente rara nos extremos da idade
(1).
Embora muitos pacientes apresentem um quadro inicial clássico,
possibilitando o diagnóstico e o tratamento imediato, alguns pacientes
têm manifestações iniciais atípicas e que causam
confusão no diagnóstico, retardando o tratamento e aumentando
a morbimortalidade, especialmente nas mulheres em idade fértil.
A ultra-sonografia com compressão gradual e Doppler colorido e
a tomografia computadorizada helicoidal são ferramentas importantes
para o correto e precoce diagnóstico nos pacientes com apresentação
atípica de apendicite aguda.(1)
O diagnóstico apropriado de apendicite aguda varia com o sexo,
sendo de 78% a 92% nos homens e 58% a 85% nas mulheres devido ao difícil
problema clínico de diferenciar os sintomas da doença com
aqueles de origem ginecológica, especialmente na doença
inflamatória pélvica, que muitas vezes mimetiza a apendicite
aguda. Os métodos de imagem possibilitaram a redução
de laparotomias negativas para uma freqüência aceitável.
(2)
MÉTODOS DE IMAGEM
Ultra-sonografia
na Apendicite Aguda
É descrita uma sensibilidade de 75 a 90%, especificidade de 86%
a 100% e acurácia de 87% a 96% no diagnóstico de apendicite
aguda.(1) As taxas de erro no diagnóstico clínico de apendicite
em mulheres entre 20 e 40 anos de idade podem ser excessivamente altas,
com relatos de cerca de até 40% porque condições
ginecológicas (especialmente a doença inflamatória
pélvica aguda e ruptura ou torção de cisto ovariano)
comumente mimetizam a apendicite aguda.(3)
Estudos recentes demonstraram que o apêndice normal (diâmetro
<6 mm) pode ser visibilizado ultra-sonograficamente em pacientes magros,
com exames de excelente qualidade técnica. O exame ultra-sonográfico
deve incluir o abdome e órgãos pélvicos. Nas mulheres
em idade fértil, pode ser necessária a ultra-sonografia
transvaginal para diferenciar essa condição das doenças
de origem ginecológica. Além de possibilitar a visibilização
do apêndice em localização pélvica, enquanto
não são evidentes por via supra-púbica.(4)
À ultra-sonografia, identifica-se um tubo aperistáltico
de fundo cego, originando-se na extremidade do ceco, não compressível
e com diâmetro da parede maior que 6 mm, algumas vezes sendo possível
individualizar o apendicolito (estrutura ecogênica com sombra acústica
posterior) dentro de um apêndice, aumento do fluxo ao Doppler colorido
na parede inflamada do apêndice em sua fase inicial e ausência
de fluxo na fase tardia, conseqüente a necrose tecidual.(1,4,5)
Com a perfuração do apêndice, há três
critérios sonográficos fundamentais:
líquido pericecal
loculado, indicando abscesso
perda circunferencial
da camada ecogênica da submucosa
proeminência do
tecido adiposo pericecal. (6)
Alças distendidas, coleções líquidas e mistas
na fossa ilíaca direita e líquido livre intra-abdominal,
são achados inespecíficos, porém podem ser considerados
sinais indiretos e prováveis de apendicite aguda, se associados
a dados clínicos e laboratoriais e diferenciados de outras patologias
intra-abdominais.(7)
A análise criteriosa dos achados ultra-sonográficos, especialmente
o diâmetro e a morfologia do apêndice, possibilitam o diagnóstico
correto de apendicite aguda em muitos casos. Quando a ultra-sonografia
for negativa para apendicite, a avaliação do abdome superior
e da pelve deve ser exaustiva na tentativa de identificar outras condições
que possam causar sintomas similares. (8)
|

Figura 1 - Apendicite aguda. USG demonstra apêndice
espessado com líquido peri-apendicular
|
|
Tomografia
Computadorizada na Apendicite Aguda
A tomografia computadorizada (TC) é um excelente método
para o diagnóstico e estadiamento da apendicite aguda, inclusive
na presença de perfuração e na localização
atípica do apêndice. A TC helicoidal tem uma sensibilidade
descrita por volta de 90%-100%, especificidade de 91%-99%, e acurácia
de 94%-98%. (1)
Os achados da TC variam de acordo com a fase e a gravidade do processo
e são demonstrados nas tabelas 1 e 2.
|
|
Tabela 1
Apendicite
Aguda Incipiente ou Leve
Parede
do apêndice espessada
Presença do apendicolito (observado em cerca de 25% dos casos)
Aumento e densificação da atenuação da
gordura adjacente ao apêndice
Leve ingurgitamento das veias periapendiculares
Espessamento focal do íleo terminal e do ceco apical
Espessamento do peritônio e do folheto anterior da fáscia
de Gerota
|
|
Tabela 2
Apendicite
Aguda Perfurada
Acompanhada de flegmão pericecal ou formação
de abscesso
Gás extra-luminal próximo do apêndice
Coleção de líquido periapendicular, que pode
conter apendicolito ou nível hidroaéreo
Marcante espessamento ileocecal
Linfadenopatia localizada
Peritonite
Obstrução do intestino delgado
|
|
O
achado de um apêndice normal à TC, sem líquido em
sua luz, gordura periapendicular normal, e nenhum apendicolito calcificado
indica que o apêndice não está inflamado e que se
deve procurar outra causa para os sintomas do paciente.(3)
|
|
|
|
Figura 2
Apendicite aguda. TC mostrando apêndice dilatado, com líquido
no seu interior e apendicolito calcificado.
|
Figura
3 Apendicite aguda retrocecal. TC mostrando apêndice espessado,
posterior ao ceco, com borramento da gordura adjacente .
|
|
|
|
Figura
4 Apendicite aguda perfurada. TC evidencia
apêndice espessado com coleção líquida periapendicular
(abscesso).
|
|
Diverticulite
Aguda
Os divertículos podem ser únicos, ou mais frequentemente,
múltiplos, com localização mais comum no cólon
sigmóide.(9) Ao contrário dos divertículos de sigmóide,
os divertículos do cólon direito são mais freqüentemente
únicos, congênitos e podem ocorrer em qualquer faixa etária.
Enquanto os divertículos de sigmóide são falsos divertículos
(herniação da mucosa para dentro da muscular), os divertículos
do cólon direito são usualmente divertículos verdadeiros,
ou seja, apresentam todas as camadas na parede.
A diverticulite ocorre mais freqüentemente no cólon sigmóide,
e manifesta-se com dor abdominal no quadrante inferior esquerdo. Ocasionalmente,
a diverticulite do cólon sigmóide pode mimetizar a apendicite
aguda se o cólon é redundante, e a dor localiza-se na região
supra-púbica ou no quadrante inferior direito. Menos comumente
a diverticulite pode ocorrer no ceco, sendo mais freqüente em jovens,
podendo resultar de um divertículo solitário, tendo uma
apresentação clínica similar à apendicite
aguda.
MÉTODOS DE IMAGEM
Radiografia
simples de abdome na diverticulite aguda
Na suspeita de diverticulite aguda, deve-se realizar uma radiografia simples
de abdome incluindo as cúpulas diafragmáticas, com o propósito
de detectar pneumoperitônio (presente em 12% dos pacientes), dilatação
do intestino delgado ou cólon, obstrução intestinal
e densificação de partes moles sugestivas de abscessos.
(9)
Ultra-sonografia
na Diverticulite Aguda
A ultra-sonografia pode ser um método importante para o diagnóstico
de diverticulite aguda, com estudos apontando uma sensibilidade e especificidade
de 84% e 80%, respectivamente. Entretanto, alguns consideram que a ultra-sonografia
permanece como uma opção de segunda linha, principalmente
pelo fato de ser operador-dependente.(9) As características ultra-sonográficas
da diverticulite incluem:
- identificação de divertículos, visibilizados como
focos ecogênicos brilhantes, com sombra acústica posterior
ou artefatos anulares, dentro da parede intestinal espessada ou ao longo
da teniae coli; espessamento concêntrico segmentar da parede intestinal,
especialmente da camada muscular (hipoecogênico);
- Zonas hiperecogênicas mal definidas no tecido adiposo pericolônico,
sem conteúdo gasoso ou líquido evidente (alterações
inflamatórias); formação de abscessos, visibilizados
como coleções líquidas loculadas intramural, pericolônica
ou remota. Nestes casos, o divertículo pode ser incorporado ao
processo inflamatório, não sendo mais identificado à
USG.
- Espessamento do mesentério e inflamação do tecido
adiposo mesentérico.
Dentre as complicações da diverticulite, na USG é
possível observar tratos fistulosos intramurais, entre a muscular
e a serosa, vistos como ecos lineares na parede intestinal, com artefatos
anulares.(2)
|
|
|
|
Figura
5 Diverticulite aguda. USG mostrando, adjacente ao cólon
ascendente, pontos hiperecogênicos compativeis com gás
e pequena coleção líquida ao seu redor, associados
a borramento dos planos gordurosos adjacentes.
|
|
|
Tomografia Computadorizada
na Diverticulite Aguda
Freqüentemente é o método de escolha para estabelecer
o diagnóstico, fornecer o estadiamento da doença e orientar
o tratamento. Os achados tomográficos são demonstrados na
tabela 3.
|
|
Tabela3
TC na Diverticulite
Aguda
Presença
de divertículos
Espessamento hipertrófico do músculo circular do cólon
Aumento da atenuação da gordura mesocólica ou
do omento que circunda o divertículo
Ingurgitamento dos vasos mesocólicos
Perfuração do apêndice - edema da parede do cólon
e coleções extra-luminais de gás
Abscesso diverticular pericolônico - massa com densidade de
tecidos moles com gás
Fístula colovesical
Peritonite - líquido ou gás intraperitoneal livre.
|
|
Um
importante diagnóstico diferencial da diverticulite aguda é
o carcinoma colo-retal, tendo em vista que em 25% dos casos de diverticulite
há sangramento intestinal oculto, além da possibilidade
de coexistência de ambos os processos em um mesmo paciente. As alterações
que favorecem a diverticulite são a extensão do processo
(envolvimento maior que 10 cm) da alça intestinal e inflamação
pericolônica, enquanto linfonodos pericolônicos e massa luminal
são os achados mais relevantes no câncer colo-retal.
|
|
|
|
|
|
Figura
6 Diverticulite aguda. Divertículos colônicos
associados a espessamento parietal do cólon ascendente e
densificação da gordura adjacente.
|
|
Adenite mesentérica
e Ileíte Aguda
A adenite mesentérica, infecção geralmente causada
pela Yersinia enterocolitica ou Campylobacter jejuni, é a causa
mais freqüente de diagnóstico clínico errado de apendicite
aguda.(1) O quadro clínico pode ser indistingüível
de apendicite aguda, especialmente quando a dor e aumento da sensibilidade
na fossa ilíaca direita são sinais e sintomas predominantes
e a diarréia é leve ou ausente.(10)
Os achados radiológicos incluem:
- não visibilização
do apendice inflamado
- espessamento mural simétrico
do íleo
- linfonodomegalias mesentéricas.
Outras manifestações incluem: presença de peristalse,
visibilização da válvula ileocecal, artefatos de
gás intraluminal e borramento difuso do quadrante inferior direito
do abdome. (10,11)
Apendagite
ou Apendicite Epiplóica
Os apêndices epiplóicos do cólon são evaginações
do peritônio normal, compostas de gordura e que se encontram pedunculadas
na superfície serosa do cólon. Podem sofrer torção
e infarto, causando dor abdominal baixa (semelhante à apendicite
aguda e diverticulite).
A TC revela densificação heterogênea focal, geralmente
noduliforme, na gordura adjacente ao cólon, freqüentemente
sem espessamento parietal do cólon.(12)
|
|
|
|
Figura
7 Apendagite. TC evidencia densificação focal
e heterogênea da gordura adjacente ao cólon transverso.
|
|
Infarto do Segmento
Direito do Omento
O infarto omental segmentar direito é uma condição
abdominal rara, porém bem estabelecida. A etiologia é
desconhecida, ocorrendo em qualquer faixa etária.(2) Ao exame
clínico, os pacientes apresentam-se com dor aguda ou subaguda
no abdome inferior direito ou ocasionalmente, no abdome superior direito,
eventualmente com náuseas ou vômitos. Ocasionalmente a
lesão pode ser palpada. O diagnóstico clínico é
freqüentemente confundido com apendicite aguda ou, mais raramente,
colecistite aguda.
À ultra-sonografia, observa-se área ovóide ou em
forma de bolo de ecogenicidade aumentada, de 3 a 15 cm de diâmetro,
não compressível, com aderências ao peritônio,
compatível com tecido adiposo infiltrado ou inflamado. Não
há qualquer alteração da parede intestinal local.
Com o diagnóstico correto, a cirurgia pode ser evitada. A torção
de omento tem aparência indistingüível do infarto
omental. Entretanto, este diferencial não tem relevância
tendo em vista que essas condições são tratadas
de maneira conservadora.(2)
Litíase
ureteral
É uma causa comum de dor no flanco.
Os métodos de imagem utilizados incluem a radiografia simples de
abdome, na qual é possível identificar os cálculos,
dependendo da sua densidade (85% contém cálcio e podem ser
visibilizados na radiografia simples). Estudos demonstram baixa sensibilidade
(58%) e especificidade (69%) para a detecção ou exclusão
de cálculos das vias urinárias e uma grande variabilidade
intra e inter-observador. (13)
|
|
|
|
Figura
8 Litíase ureteral. Radiografia simples de abdome
mostrando o cálculo, localizado no ureter distal direito.
|
|
Ultra-sonografia
na litíase ureteral
A pesquisa de cálculos ureterais pode ser difícil devido
aos gases intestinais e a localização retroperitoneal
profunda do ureter. Entretanto, o exame transvaginal pode ser um método
eficaz para demonstração de cálculos ureterais
distais que não são visibilizados por via supra-púbica.
Se o ureter estiver dilatado, observa-se uma estrutura tubuliforme hipoecogênica
penetrando na bexiga, com cálculo no interior (foco ecogênico
com sombra acústica posterior). Pode-se ainda identificar edema
da mucosa do trígono vesical.
Na avaliação transabdominal observam-se jatos assimétricos
às imagens com Doppler colorido (ausência total do jato
do lado acometido ou fluxo contínuo pequeno do lado sintomático).
|
|
|
|
Figura
9 Litíase ureteral. USG demonstra cálculo
no ureter distal direito e Doppler colorido indicando obstrução
incompleta.
|
|
|
Tomografia computadorizada
na litíase ureteral
A tomografia computadorizada helicoidal, sem a utilização
do meio de contraste endovenoso, é um excelente método para
a pesquisa de cálculos ureterais, com sensibilidade de 97% e especificidade
de 96% e acurácia de 97%. Permite a detecção de cálculos
urinários, independente da sua composição química.
Para o diagnóstico de litíase ureteral foram descritos sinais
primários e secundários:
# sinal primário visibilização do cálculo
# sinais secundários dilatação ureteral, densificação
da gordura peri-renal e peri-ureteral, aumento das dimensões renais
e cálculos renais caliciais.
O principal problema prático consiste em diferenciar flebolitos
pélvicos (calcificações vasculares) que se projetam
ao longo do trajeto ureteral, de cálculos ureterais. O sinal do
anel que representa a parede do ureter ao redor do cálculo intraluminal,
é sugestivo de cálculo ureteral, além dos sinais
secundários descritos acima e a correlação com o
quadro clínico do paciente.(14)
|
|
|
|
Figura
10 Litíase ureteral. TC demonstra cálculo no ureter
distal direito.
|
|
Referências
Bibliográficas:
1- Birnbaum BA., Wilson S. R. Appendicitis
at the Millennium. Radiology 2000; 215:337-348.
2- Rumack CM, Wilson SR, Charboneau
JW. O Trato Gastrointestinal. Tratado de Ultra-sonografia Diagnóstica
1998; 258-260.
3- Lee JKT, Sagel SS, Stanley RJ,
Heiken JP. Tomografia Computadorizada do Corpo em Correlação
com Ressonância Magnética 2001; 609-612.
4- Rioux M. Sonographic Detection
of the Normal and Abnormal Appendix. AJR1992; 158:773-778.
5- Puylaert JBCM. Acute appendicitis:
US evaluation using graded compression. Radiology 1986; 158:355-360.
6- Borushok KF, Jeffrey Jr, RB, Laing
FC, Townsend RR. Sonographic Diagnosis of Perforation in Patients with
Acute Appendicitis. AJR 1990; 154:275-278.
7- Gaensler EHL, Jeffrey Jr RB, Laing
FC, Towsend RR. Sonography in Patients with Suspected Acute Appendicitis:
Value in Establishing Alternative Diagnoses. AJR 1989; 152:49-51.
8- Fujii Y, Futagami K, Hamada T,
Mitsuoka H, Teramen K, Konemori G, Suenaga K. Ultrasonography improves
diagnostic accuracy of acute appendicitis and provides cost savings to
hospitals in Japan. J Ultrasound Med 2000; 19(6): 409-14
9- Farell RJ, Farell JJ, Morrin MM.
Diverticular Disease in The Elderly. Gastroenterology
Clinics 2001; 30(2): 230-242.
10- Puylaert BCM. Mesenteric Adenitis and Acute Terminal Ileitis : US
Evaluation Using Graded
Compression. Radiology 1986; 161:691-695.
11- Puylaert JBCM, Lalising RI, van der werf SDJ Doornbos L. Campylobacter
Ileocolitis
Mimicking Acute Appendicitis: Differentiation with Graded-Compression
US. Radiology 1988; 166:737-
640.
12- Rocha, MS. Vísceras ocas, Cavidade Peritoneal e Parede Abdominal.
Tomografia Computadorizada e
Ressonância Magnética de Gastroenterologia 1997; 219-221.
13- Mutgi A, Williams JW, Nettleman M. Renal colic: utility of the plain
abdominal roentgenogram. Arch Intern Med 1991; 151: 1589-92.
14- Smith RC, Verga M, Dalrymple N, McCarthy S, Rosenfield AT. Acute ureteral
obstruction: value of secondary signs on helical unenhanced CT. AJR 1996;
167: 1109-13.
|
|
|