HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

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História do HC

 

 

OS OUTROS INSTITUTOS

 Surgiram da necessidade de aprofundamento da pesquisa e da falta de espaço físico  para o atendimentos dos doentes.

Além desses foram criados três hospitais auxiliares, dois de retaguarda e um de reabilitação profissional, laboratórios de investigação médica, de ressonância nuclear, além de núcleos de extensão de várias clínicas.


Instituto de Ortopedia e Traumatologia
“Professor Francisco Elias de Godoy Moreira”


Instituto de Ortopedia e Traumatologia - 1951

A  Clínica Ortopédica e Traumatológica da Faculdade de Medicina de São Paulo  foi a primeira a ser transferida para o Hospital das Clínicas, pelo Decreto-Lei  14.256 de 26 de outubro de 1944, sob a direção do catedrático da cadeira e tendo por finalidade o pronto socorro aos: traumatizados do aparelho locomotor, os doentes da paralisia infantil e às crianças inválidas e defeituosas encaminhadas pelo Departamento Estadual da Criança.

Muito bem aparelhada era procurada por pacientes de todos os Estados do Brasil e  do Exterior, atendendo com sucesso a maioria dos casos.

Em conseqüência do grande fluxo de doentes atraídos pela excelência dos seus serviços, foi determinado pelo governo do Estado, algum tempo depois,  a construção de um pavilhão destinado unicamente para o atendimento de traumatologia e ortopedia.


Praça da Sé década de 40

“O progresso exige sacrifícios e essas máquinas mais velozes que transitam nas ruas acanhadas e congestionadas da paulicéia causam acidentes. Voltar aos cavalos e carroças é impossível, necessário é uma grande clínica ortopédica”... Folha da Noite 17 de julho de 1947.

O edifício da  Clínica Ortopédica e Traumatológica foi  construído com linhas simples e modernas, com oito andares, além do subsolo, num total de 20.000 metros quadrados de área construída com  capacidade para 300 leitos e 400 salas.

Na ala esquerda do andar térreo ficava o Pronto Socorro. Na ala direita, o Ambulatório com capacidade para o atendimento de 300 doentes. Ao fundo, a oficina ortopédica onde eram confeccionadas pernas, braços e aparelhos corretivos.

Do primeiro ao quinto andares, encontravam-se os chamados "andares-tipo", destinados à internação de pacientes de ambos os sexos, menores e adultos. No sexto andar estava localizado o centro de material, o centro cirúrgico com quatro salas de cirurgias e a seção para a internação dos casos de poliomielite aguda. No sétimo andar ficavam a cozinha, o auditório com capacidade para 150 pessoas, dois observatórios para as salas de cirurgia e no oitavo andar estava instalada a residência dos médicos estagiários, as  oficinas de conservação e reparos e o solarium.

O edifício da Clínica Ortopédica e Traumatológica possuía no subsolo, duas piscinas hidroterápicas, uma de água quente e outra de água salgada, para a imersão de doentes com  paralisia infantil.

O Hospital Ortopédico e Traumatológico foi inaugurado em 30 de setembro de 1950, quando  passou a atender sessenta por cento do movimento do serviço de Pronto Socorro do Hospital das Clínicas.


Seção de Gesso - composta de salas para a retirada
e aplicação de gesso – 1951

Seção de Registro com setores de matricula, informações sobre doentes e internações


Oficina Ortopédica - fabricação de aparelhos e próteses ortopédicas - década de 50

Em 13 de agosto de 1990 foi assinado o  Decreto 32.122 que  deu ao Instituto de Ortopedia e Traumatologia a denominação de “Professor Francisco Elias de Godoy Moreira” em homenagem ao dirigente da 29ª Cadeira de Ortopedia e Cirurgia Infantil da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e realizador da construção do prédio de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas.


Instituto de Ortopedia e Traumatologia  - 2005

O Instituto Nacional de Reabilitação - INAR

O INAR foi implantado provisoriamente, no Hospital de Ortopedia e Traumatologia pelo Decreto 27.083 de 21 de dezembro de 1956 com a finalidade de dar atendimento e recuperação aos operários acidentados.

O Hospital  preenchia as exigências da Organização das Nações Unidas de ter serviços hospitalares adequados, facilidade de ensino, oportunidade de treinamento vocacional, oportunidade de emprego na comunidade para incapacitados físicos treinados convenientemente e ser acessível a treinamento de médicos e outros profissionais.

O Instituto Nacional de Reabilitação foi extinto em 1968, com o final do apoio de especialistas estrangeiros e de membros da Organização das Nações Unidas, porém a administração do hospital com sua visão de integridade da assistência, reestruturou esse serviço, com a implantação do Centro de Reabilitação de Vergueiro, hoje, Divisão de Medicina de Reabilitação.


Serviço de Fisioterapia - 1951


Seção de Recuperação Ocupacional
Clínica Ortopédica e Traumatológica - década de 50


Instituto de Psiquiatria
“Professor Antônio Carlos Pacheco e Silva”


Projeto do Hospital de Clínica Psiquiátrica
 1944

A Clínica Psiquiátrica da Faculdade de Medicina  de São Paulo, foi instalada no Hospital das Clínicas pelo  Decreto-Lei 14.456 de 11 de janeiro de 1945,  sob a direção do professor Antônio Carlos Pacheco e Silva que tinha a preocupação de proporcionar a melhor assistência médica aos doentes psicopatas, além do sonho de construir e instalar um hospital universitário moderno e especializado para o atendimento dos casos mais graves. Com esse decreto a clínica psiquiátrica iniciou suas atividades em edifício próprio.

Esse pavilhão permitiria a preservação, o diagnosticar e o tratamentos dos transtornos mentais, promovendo o desenvolvimento científico, tecnológico e o ensino da psiquiatria.


Vista da ala masculina 2º andar do
edifício da Psiquiatria -1953

O professor Pacheco e Silva participou ativamente na elaboração do projeto e a partir dos subsídios por ele recolhidos no exterior,  os engenheiros da Secretaria de Viação e Obras Públicas puderam  elaborar o projeto e dar início as obras.

O prédio da Clínica Psiquiátrica estava distribuído em pavimentos: no primeiro ficava o ambulatório com amplas acomodações, salas de repouso, salas para tratamento de choque e descanso do paciente, permitindo estabelecer a triagem dos doentes. Ao lado do ambulatório estavam as salas para aulas práticas.


Sala de cirurgia - década de 50

No segundo pavimento, especialmente reservado ao ensino e à administração, ficavam as salas dos professores e assistentes, arquivo clínico, secretaria geral, biblioteca, museu e anfiteatro com capacidade para 150 pessoas. Nos demais andares estavam instalados os quartos e enfermarias, as salas de estar e as dependências dos doentes e seções especializadas para crianças.

O último andar destinava-se à psicologia experimental com salas à prova de som e instalações para o corpo clínico administrativo e para a enfermagem.

A construção do hospital de psiquiatria foi totalmente concluída em 1960, abrindo novas perspectivas à saúde mental.

 

 

 

O Hospital de Clínica Psiquiátrica recebe a visita de autoridades - 1960
Vista do recém construído edifício, à direita o Instituto de Ortopedia e Traumatologia - 1960


Instituto de Psiquiatria - 2005


Centro de Medicina Nuclear


Dr. Ted Eston junto a primeira estaca das fundações do
Centro de Medicina Nuclear – 21-1-1958

Em 10 de outubro de 1949 foi fundado, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o primeiro Laboratório de Isótopos da América Latina e contou com o apoio da Fundação Rockefeller que fez a doação dos equipamentos e os recursos para a sua montagem.

Devido ao grande interesse despertado pelo Laboratório de Isótopos da Faculdade, foi organizada, em 1954, uma Clínica de Medicina Nuclear no Serviço de Radioterapia do Hospital das Clínicas, onde começaram as primeiras aplicações  de iodo radioativo nas glândulas tireóides.


Centro de Medicina Nuclear
inaugurado em janeiro de 1959


Dr. Ted Eston organizador e diretor do Laboratório de Isótopos
da Faculdade de Medicina  década de 60

Com o desenvolvimento dos radioisótopos  no Brasil surgiu a necessidade da construção de um prédio próprio onde seriam concentradas as atividades de radiofármacos, pesquisa, ensino e formação de médicos especializados. O edifício do Centro de Medicina Nuclear foi inaugurado, em 25 de janeiro de 1959.


"Localizador"  de tumor cerebral construído nas oficinas do
Hospital das Clínicas -  1956

Em 9 de fevereiro de 1970 o Centro de Medicina Nuclear foi incluído como complemento do Departamento de Radiologia e Radioterapia e em 1997 ocorreu a fusão e a transferência do Serviço de Medicina Nuclear do Hospital das Clínicas para o prédio do Centro de Medicina Nuclear.


Centro de Medicina Nuclear
 - 2005


Hospital Auxiliar de Suzano


Sanatório Jesus de Nazareth -  década de 50

O Hospital Auxiliar de Suzano surgiu da necessidade que o Hospital das Clínicas tinha, já na década de 50, de liberar  seus leitos o mais breve possível. Era imprescindível para o bom atendimento da população, a existência de uma instituição administrada pelo hospital com a finalidade de receber pacientes convalescentes e crônicos que necessitassem de cuidados permanentes de enfermagem e assistência médica. Essa medida permitiria que o Hospital das Clínicas, no mínimo, multiplicasse o atendimento à população.

Com base na Lei 5.442 de 6 de novembro de 1959, que dispunha sobre a concessão de auxílios destinados à construção de hospital e à manutenção de leitos para doentes crônicos, foi promulgado em 17 de dezembro de 1959 o Decreto 35.933 que autorizou a desapropriação de um imóvel para esse fim no município de Suzano.

Assim foi criada a Casa do Convalescente pelo Ato Administrativo nº 1 em 9 de março de 1960 o qual deu início ao encaminhamento dos doentes convalescentes do Hospital das Clínicas para essa nova instituição.


Década de 50

Em 1973, a Casa do Convalescente passou a denominar-se Divisão Auxiliar de Suzano e fazia parte do Departamento de Hospitais Auxiliares do HC, dando continuidade aos seus objetivos de servir de campo de estudo aos estudantes de medicina pertencentes às escolas ligadas ao Hospital; proporcionar meios para o desenvolvimento da pesquisa científica e cooperar, dentro dos campos de suas atribuições para a realização das demais finalidades do Hospital das Clínicas.


Hospital Auxiliar de Suzano -  2005

 

 

 

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