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Especialistas
da Urologia do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP,
publicam guia com os locais e as condições de uso dos banheiros públicos
da Cidade de São Paulo.
O objetivo do
levantamento é orientar as pessoas que sofrem de bexiga hiperativa,
incontinência urinária por esforço ou têm problemas de próstata. Também
poderá ajudar os portadores de deficiência e idosos.
Estima-se que
15% da população adulta apresentam “bexiga hiperativa” - são incapazes de
reter a urina por intervalos longos. Este número, segundo o urologista
Homero Bruschini, do Grupo de Disfunções Miccionais, Urodinâmica, Urologia
Feminina e Incontinência Urinária e responsável pelo estudo, aumenta à
medida que as pessoas envelhecem. Pessoas com problemas de próstata também
apresentam maior urgência e maior freqüência para urinar.
Intitulado
“Banheiros em São Paulo. Onde ir. Como fazer?”, o estudo abrangeu 150
banheiros públicos, em locais de grande movimentação, como centro da
cidade, centros financeiros, terminais rodoviários, estações de trem e de
Metrô e parques públicos.
Os resultados
foram considerados preocupantes. Muitos dos banheiros públicos existentes
na cidade estavam sujos, sem material mínimo de higiene, com forte odor de
matéria orgânica, piso úmido e escorregadio e condições de ventilação e
iluminação precárias.
A escassez de
sanitários também foi apontada na pesquisa. Na Rua 25 de Março, por
exemplo, aonde o fluxo de pessoas chega a superar a casa de um milhão, não
há banheiro público. Em algumas grandes lojas, os sanitários são de
difícil acesso e visibilidade, não apresentam sinalização e a utilização é
condicionada à aquisição de mercadorias.
O mesmo
acontece no Largo 13 de Maio, em Santo Amaro, região onde predomina o
comércio popular. O único banheiro público da região está desativado.
Na região da
Praça da Sé e Largo São Francisco também não foi encontrado nenhum
banheiro público ou particular à disposição do público. A opção para quem
estiver nas imediações é utilizar os sanitários da Estação Sé do Metrô.
Muitas
estações do Metrô também não oferecem o serviço. Na Linha Azul, 11
estações de trem não têm sanitárias. Na linha Vermelha, duas. Na Linha
Verde, nove e na linha Lilás, cinco.
A pesquisa,
realizada de abril a outubro de 2007, contemplou mais 37 estabelecimentos
particulares, dos quais 24 disponibilizavam os sanitários com o uso
condicionado a pagamentos de taxas ou permissão da gerencia. Nos demais, o
uso era negado.
Para os
autores, o levantamento é, antes de tudo, um guia de apoio às pessoas que
se sentem desconfortáveis ante as necessidades prementes de banheiros e
inseguras quanto à disponibilidade e o acesso.
Também são os
autores da publicação as enfermeiras Maria Alice Lelis, Patrícia Fera e
Regina Glashan, do Grupo de Disfunções Miccionais, Urodinâmica, Urologia
Feminina e Incontinência Urinária da Disciplina de Urologia do HC.
O guia pode
ser encontrado no Ambulatório da Urologia do Hospital das Clínicas da
Faculdade de Medicina da USP, Av. Enéas de Carvalho Aguiar, 155 – Próxima
a Estação Clínica do Metrô.
Assessoria de Imprensa – CCI
Instituto Central do HC
Bete Subires
Release
publicado em 17/março/2009 |