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Release publicado em 2005
A neuralgia trigeminal - síndrome dolorosa na região facial
que pode levar o indivíduo ao suicídio - é uma das pautas do Cindor -
Congresso Interdisciplinar de Dor da Universidade de São Paulo, que
acontecerá, de 12 a 14 de maio, no Centro de Convenções Rebouças, em São
Paulo (Av. Rebouças, 600).
Segundo o especialista
em dor orofacial do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina de
USP, José T. Siqueira, de cada 100 mil habitantes, quatro apresentam a
síndrome. As crises, em 74% dos casos, ocorrem na boca, levando à extração
desnecessária de dentes, entre outros procedimentos cirúrgicos que
resultam no aumento da dor e do sofrimento do doente.
Pacientes perdem dentes, fazem próteses e, depois,
descobrem que não conseguem usá-las, pois desencadeiam a temível dor do
"trigêmeo", alertou Siqueira.
O desconhecimento da enfermidade por parte dos
profissionais da saúde, da área médica e da população retarda o
diagnóstico da doença, aumentando o sofrimento dos doentes. O tratamento
da neuralgia trigeminal é longo e exige acompanhamento de equipes
treinadas. Em muitos casos, explicou o especialista, a neurocirurgia pode
ser indicada.
Para sensibilizar a área médica, os profissionais da
saúde e a comunidade, o Centro de Dor do Hospital das Clínicas estará
discutindo no congresso a formação de uma associação, com a meta de
disseminar informações sobre a neuralgia trigeminal e outras dores
faciais, seus tratamentos, evoluções e suas possíveis complicações e
intercorrências.
Ações que, segundo o especialista, irão agilizar o
diagnóstico e identificar pessoas portadoras da síndrome.
Centro de Dor
O Centro de Dor do Hospital das Clínicas, da Faculdade
de Medicina da USP, realiza 1200 atendimentos por mês. A equipe possui
cerca de 50 profissionais, a maioria voluntários. São médicos de várias
especialidades, cirurgiões-dentistas, fisioterapeutas, psicólogos,
psiquiatras, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, acupunturistas,
assistentes sociais, especialistas em Medicina do Trabalho, entre outros.
Durante o Cindor, serão destacados temas, como: uso da
toxina butolínica na dor e na cefaléia; dor em idosos; cefaléia; alívio de
dor e qualidade de vida; atividade física em pacientes com dor crônica;
síndrome fibromialgica (caracterizada por dor generalizada e fadiga); LER/DORT
(distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho e novas aquisições na
área da cefaléia e algias craniofaciais); tendinites e lombalgias.
Assessoria de Imprensa
Instituto Central do Hospital das Clínicas
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